CHORO
MÚLTIPLO NA TONALIDADE.
ÚNICO NO ESTILO.

FAÇA O DOWNLOAD DA MÚSICA CHORO MARCA D'ÁGUA,
O BRASILEIRITMO
DE NOVEMBRO.

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CHORO MARCA D'ÁGUA

Tudo indica que o Choro, nossa primeira música genuinamente urbana, tem origem em 1870 no encontro entre a música européia de salão com os ritmos africanos, que eram tocados ao seu modo, pelos músicos brasileiros. Na maior parte, eram trabalhadores da periferia carioca reunidos para beber, comer e claro, fazer um som nos quintais de casa.

Por vir do povo, o Choro ganhou espaço nas rádios, nos bailes, nos discos e “vestiu terno e gravata” quando caiu nas mãos do grande Pixinguinha. Até em Hollywood deu as caras, na voz, turbantes-frutados e charme de Carmen Miranda. Ah, e não satisfeito, também entrou pela porta da frente das salas de concerto do mundo, através da pena do maestro Villa Lobos, que dedicou-lhe algumas de suas importantes obras.

Falando em Villa, o nosso Choro Marca D’agua se inicia com um trecho do Prelúdio e Fuga em Cm de Bach. O piano entra tocando a primeira voz (melodia principal) e, já que o compositor não esbravejou do túmulo, ganha o auxílio luxuoso de um pandeiro, além da baixaria de um violão (não se assuste, baixaria é só um termo pra designar a execução musical no estilo do contrabaixo). Depois entra a turma toda...

Pois é, longa vida ao Choro! Que vive bem e muito animado até os dias de hoje.
Daniel Carlomagno
Compositor, Instrumentista e Produtor Musical

ETIMOLOGIA

Há diferentes explicações para o Choro ter sido batizado dessa maneira. Uma delas, segundo o famoso folclorista Luís da Câmara Cascudo, dá conta de que a palavra vem de xolo, como era denominado um baile de escravos. Porém, o crítico musical e pesquisador José Ramos Tinhorão relaciona o nome à melancolia das escalas de baixo executadas no violão, que tornam a música “chorosa”.

REGIÃO

Rio de Janeiro

Região Norte e Nordeste
Dança do CocoDança do Coco

HISTÓRIA

O Choro, ou mais popularmente Chorinho, deriva de estilos europeus, mais especificamente da Polca. Porém, não deixou de sofrer as influências africanas, sobretudo quanto ao ritmo. Começou a tomar forma como gênero musical próprio mais para o final do Século XIX, mas foi nos anos 1900 que se consolidou. A maestrina Chiquinha Gonzaga, pioneira na composição e execução de Marchas-Rancho, também figurou entre as primeiras no Choro, não só como pianista, mas ao compor Corta-Jaca em 1897. Poucos anos depois, outro pioneiro do ritmo foi o clarinetista e compositor carioca Anacleto de Medeiros, com gravações realizadas a partir de 1902.

Música que nasceu instrumental, o Choro foi influenciando e revelando uma série de músicos e compositores brasileiros de primeiríssima linha, como Ernesto Nazareth (interpretado magistralmente por Radamés Gnattali) e sua mistura das linguagens popular e erudita; Jacob do Bandolim; Garoto; Severino Araújo e Orquestra Tabajara; o genial Pixinguinha (Carinhoso, de 1917, mas gravado apenas em 1928); Waldir Azevedo e Altamiro Carrilho, entre muitos outros. Brasileirinho (Waldir Azevedo) e Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu) são duas das composições mais populares da história da MPB.

INSTRUMENTOS

Bandolim, Cavaquinho, violões de seis e sete cordas, saxofone, clarineta, flauta.

DANÇA

Não há propriamente uma dança relacionada ao gênero. Dependendo do andamento, pode ser dançado como samba de gafieira.

Bandolim - Instrumento Musical do Choro

PRINCIPAIS ARTISTAS

Altamiro CarrilhoJacob do Bandolim
Chiquinha GonzagaWaldir Azevedo
Ernesto Nazareth
PixinguinhaErnesto Nazareth
Severino Araújo
Brasileiritmos

DISCOGRAFIA/MÚSICAS

Choro Marca D'Água - Brasileiritmos Leograf
(Daniel Carlomagno/ Leograf)
Brasileirinho - Waldir Azevedo
(Waldir Azevedo)
Carinhoso - Orlando Silva
(Pixinguinha e João de Barro)
Tico-tico no Fubá - Dominguinhos
(Zequinha de Abreu)
Brejeiro - Robertinho e Regional
(Ernesto Nazaré)
Noites Cariocas - Jacob do Bandolim
(Jacob do Bandolim)
Meu Caro Amigo - Chico Buarque
(Chico Buarque e Francis Hime)
Apanhei-te Cavaquinho - Arthur Moreira Lima
(Ernesto Nazaré)
Lamentos - Paulo Moura, Os Batutas
(Pixinguinha)
Um a Zero - Trio Madeira Brasil
(Pixinguinha)
Vou Vivendo - Pixinguinha, Benedito Lacerda
(Pixinguinha e Benedito Lacerda)
Tristezas de Um Violão - Paulo Belinatti
(Garoto)
Espinha de Bacalhau - Orquestra Tabajara
(Severino Araújo)
Doce de Coco - Jacob do Bandolim
(Jacob do Bandolim)
Na Glória - Raul de Barros
(Raul de Barros e Ary dos Santos)
Chorando Baixinho - Abel Ferreira
(Abel Ferreira)
Fogo na Roupa - Nosso Choro
(Altamiro Carrilho)
Visitando o Recife - Canhoto da Paraíba
(Canhoto da Paraíba)
Homenagem à Velha Guarda - Sivuca
(Sivuca)
Romanceando - Paulinho da Viola
(Paulinho da Viola)
Chorinho Pra Ele - Hermeto Pascoal
(Hermeto Pascoal)
Cheio de Dedos - Guinga
(Guinga)
Corta-Jaca - Abel Ferreira
(Chiquinha Gonzaga)
Remexendo - Radamés Gnatalli, Camerata Brasil
(Radamés Gnatalli)
Suíte Retratos - Chiquinho do Acordeon, Rafael Rabello,
Dininho

(Radamés Gnatalli)

ARTISTAS RELACIONADOS

Abel Ferreira
Altamiro Carrilho
Arthur Moreira Lima
Ary dos Santos
Chico Buarque
Chiquinha Gonzaga
Dominguinhos
Ernesto Nazaré
Francis Hime
Garoto
Guinga
Hermeto Pascoal
Jacob do Bandolim
João de Barro
Orlando Silva 
Orquestra Tabajara 
Paulinho da Viola 
Paulo Belinatti 
Paulo Moura 
Pixinguinha
Radamés Gnattali 
Raul de Barros
Regional de Evandro 
Severino Araújo
Sivuca
Waldir Azevedo 
Zequinha de Abreu

REFERÊNCIAS

http://cliquemusic.uol.com.br/generos/ver/choro

http://www.infoescola.com/musica/chorinho/

http://musicabrasilis.org.br/temas/choro

RITMOS

Brasileiritmos Leograaf Bossa Nova
Brasileiritmos Leograf Marcha-Rancho
Brasileiritmos Leograf Ciranda
Brasileiritmos Leograf Maracatu
Brasileiritmos Leograf Moda de Viola
Brasileiritmos Leograf Baião
Brasileiritmos Leograf Boi
Brasileiritmos Leograf Frevo
Brasileiritmos Leograf Coco
Brasileiritmos Leograf Choro
Brasileiritmos Leograf Samba